Desvendamos 8 mitos sobre as vacinas

Certamente sim, hoje, com as redes sociais, qualquer boato se espalha rapidamente e um dos assuntos que está sempre envolvido nas fake news é a imunização. Apesar de existirem há muitos anos e serem responsáveis por salvar milhões de vidas, ainda existem muitos mitos sobre as vacinas rondando a população.

Você já viu alguma fake news sobre vacinas?

De acordo com uma pesquisa realizada em 2018 pelo Ibope Conecta a pedido da Sociedade Brasileira de Pediatria, mais de 20% dos entrevistados demonstraram ter dúvidas sobre a segurança das vacinas, de modo que 10% discordaram, totalmente ou parcialmente, da ideia de que as vacinas não oferecem perigo.  Além disso, ao menos um a cada cinco pais afirmou que as vacinas costumam causar a doença que deveriam prevenir.

Pensando nisso, separamos os 8 mitos mais comuns sobre as vacinas e desvendamos todos eles.

Afinal, como as vacinas funcionam no organismo?

As vacinas são obtidas a partir de partículas do próprio agente agressor, sempre na forma atenuada (enfraquecida) ou inativada (morta).

Quando nosso organismo é atacado por um vírus ou bactéria, nosso sistema imunológico — de defesa — dispara uma reação em cadeia com o objetivo de frear a ação desses agentes estranhos. Infelizmente, nem sempre essa ‘operação’ é bem-sucedida e, quando isso ocorre, ficamos doentes.

As vacinas se passam por agentes infecciosos estimulando a produção de nossas defesas, por meio de anticorpos específicos contra o “inimigo”. Elas ensinam o nosso organismo a se defender de forma eficaz sem causar os efeitos ruins que a doença dá.

Dessa forma, quando o “ataque” de verdade acontece, a defesa é ativada por meio da memória do sistema imunológico. Assim, os efeitos da “ação inimiga” são muito limitados ou totalmente eliminados antes que a doença se instale.

Agora que você já sabe como o processo funciona, vamos aos mitos!

Vacina da gripe causa gripe

MITO – A vacina da gripe usa vírus inativado (morto) em sua composição, portanto, NÃO é possível que provoque a doença. Se a pessoa que foi vacinada já estiver infectada, vai desenvolver a doença.

Por essa razão é tão importante se vacinar antes do início da temporada da gripe. Os eventos adversos mais comuns após essa vacinação são:

Gestantes não devem tomar vacinas

MITO – Algumas vacinas, como a da gripe, da hepatite B e da difteria, tétano e coqueluche são especialmente indicadas a gestantes, para a proteção delas e do bebê durante a gestação e após o nascimento. O ideal é conversar com o seu médico obstetra sobre a aplicação de vacinas, que podem variar de caso a caso. No geral, as vacinas atenuadas (febre amarela, tríplice viral, varicela, herpes zóster) são contraindicadas.

A mulher que está amamentando não deve receber vacinas

MITO – Em geral, a vacinação pode ser realizada normalmente durante essa fase. Inclusive, é recomendado que ela ocorra para evitar que a mãe transmita vírus ou bactérias ao seu bebê.

Apenas duas vacinas estão contraindicadas para mulheres que estão amamentando: febre amarela e dengue. A primeira deve ser evitada nos primeiros seis meses de vida do bebê, exceto quando a mulher viver em zonas de transmissão do vírus — neste caso, a amamentação deve ser suspensa por 10 dias.

A vacina da dengue está contraindicada para todos os casos, independentemente da idade do bebê. Converse com o seu médico e entenda melhor!

Meu bebê só fica em casa. Posso começar a vaciná-lo mais tarde ou só quando ele começar a ir para a escola.

MITO – O bebê deve ser vacinado nas idades descritas no calendário de vacinação por várias razões. Ele recebe, via placenta, alguns anticorpos da mãe, dependendo das doenças que ela já teve. Com o passar dos meses, a concentração desses anticorpos diminui, o que torna ainda mais relevante a vacinação para que ele fique protegido.

Além disso, algumas doenças não fornecem anticorpos suficientes para serem transferidos ao bebê, que fica suscetível.

Os calendários de vacinação baseiam-se em estudos científicos que mostram as idades em que os bebês passam a estar mais suscetíveis a determinadas doenças. Um exemplo é a vacina que protege do sarampo: ela só é indicada após 1 ano de vida, porque até essa idade os bebês ficam protegidos pelos anticorpos maternos. O mesmo não acontece, por exemplo, com doenças como poliomielite, difteria, coqueluche, meningites e pneumonias. Por essa razão tais vacinas devem ser aplicadas o mais precocemente possível.

O fato de a criança não ir à escola não reduz a zero o risco de adoecimento, pois ela ainda tem contato com os pais, avós, tios, babá, irmãos, primos, entre outras pessoas que  carregam vírus e bactérias que podem ser transmitidos, mesmo que eles não estejam doentes.

Tem doença que quase não acontece mais. Isso quer dizer que não é mais preciso vacina.

MITO – A continuidade da vacinação é importante para manter o controle ou erradicação de determinada doença em uma região.

Hoje, as distâncias estão cada vez mais e isso possibilita a circulação de agentes infecciosos até mesmo de um país para o outro, criando oportunidades para a reintrodução de antigas ameaças. Um exemplo é a poliomielite (paralisia infantil). Essa doença foi erradicada do Brasil na década de 1990 e, para que ela não seja reintroduzida, é preciso continuar vacinando as crianças.

Tomar mais de uma vacina ao mesmo tempo pode ser prejudicial para o sistema imunológico

MITO – A segurança da aplicação simultânea de vacinas e/ou de vacinas combinadas (contra mais de uma doença) é comprovada cientificamente e não sobrecarrega o sistema imunológico.

Para se ter uma ideia, durante um resfriado ou uma dor de garganta, uma criança é exposta a quantidade maior de germes do que quando recebe vacinações. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a vantagem da aplicação simultânea é diminuir as visitas à clínica de vacinação ou Unidade Básica de Saúde, o que reduz gastos — com transporte, por exemplo — e facilita a adesão, uma vez que aumenta a chance de completar o esquema vacinal.

O mercúrio presente nas vacinas causa autismo

MITO – O mercúrio é um dos componentes do timerosal, o conservante mais utilizado em vacinas multidoses. Ele é empregado desde 1930 em concentrações muito baixas e os estudos mostram que não há risco para a saúde, pois é expelido rapidamente do organismo. De qualquer forma, o timerosal já não faz parte da formulação de nenhuma vacina em apresentação monodose, estando presente apenas em vacinas multidoses (mais de uma dose por frasco).

Um dos maiores estudos foi divulgado em 2015 e avaliou 95.727 crianças nos Estados Unidos, entre 2001 e 2012. A análise dos dados mostrou que a vacinação com uma ou duas doses da tríplice viral não estava associada com um risco aumentado de Transtorno do Espectro Autista (TEA) em qualquer idade.

Em 1998, foi publicado um artigo em que o autor afirmava ter encontrado relação entre a vacina tríplice viral e o autismo. Mais tarde, descobriu-se que ele havia recebido pagamento de escritórios de advocacia envolvidos com processos de indenização contra indústrias farmacêuticas. O autor foi criminalmente responsabilizado, teve o registro médico cassado e o artigo foi retirado dos arquivos da revista Lancet, onde fora publicado.

Vacinas causam esclerose múltipla

MITO – A esclerose múltipla é uma doença do sistema nervoso central caracterizada pela destruição da membrana que protege os neurônios. De acordo com o Center for Disease Control (CDC), não há evidências científicas que comprovem a relação entre a vacinação e o desenvolvimento dessa doença.

Viu só, as vacinas são muito importantes para a saúde dos bebês e crianças e deixar de usá-las sem orientação médica pode trazer um risco muito grande.

Sempre que você encontrar uma informação sobre vacinas e achar que pode ser duvidosa, procure informação em sites seguros ou converse com o seu médico e tire todas as suas dúvidas.

 


Referências

  1. https://sbim.org.br/noticias/880-vacinacao-pesquisa-da-sbp-mapeia-desconhecimento-de-pais-e-maes-sobre-vacinacao
  2. https://familia.sbim.org.br/mitos
  3. https://familia.sbim.org.br/vacinas/perguntas-e-respostas?start=10

 


 

Publicação Autorizada; Fonte/Autor: PortalPed 

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