Epidemia de gripe já matou mais de mil pessoas na França…

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Pergunte ao VivaBem – Porque a gripe vira pneumonia?
Imagem: Fernanda Garcia/VivaBem

Em pleno inverno, o governo alertou para uma “eficácia medíocre” da vacina contra o vírus e pediu que a população respeite as regras de higiene para evitar o contágio.

Uma forte epidemia de gripe atingiu seu pico na França com cerca de 1.100 mortos em 2019, segundo dados da ministra francesa da Saúde, Agnès Buzyn.

Esse é o motivo pelo qual insisto na vacinação das pessoas idosas e das equipes que os acompanham”, disse Agnès Buzyn. “Atualmente a França inteira está numa zona de epidemia e veremos no fim do mês os números terríveis da taxa de mortalidade.” O problema é que, nesse ano, há dois vírus da gripe em circulação na França, o que obriga o governo a fornecer uma vacina que proteja em ambas as situações. “Contra o vírus clássico, de tipo A, existe 50% de proteção, e contra o outro, a proteção é medíocre, de apenas 20%, o que pode explicar as mortes”, disse a ministra.

Bons hábitos para se proteger “A vacina é moderadamente eficaz nesse ano, é por isso que os gestos de proteção são importantes: lavar as mãos, tossir cobrindo a boca, evitar espirrar saliva nos outros”, defendeu Buzyn. “O problema é que cada vacina é uma aposta, somos obrigados a fazer uma previsão dos tipos [de vírus] que vão circular, seis meses antes que eles apareçam no mundo.

Então, quando finalmente vencemos a aposta, já é tarde.” Entre as vítimas fatais da gripe neste ano na França estão seis pessoas, quatro residentes e dois funcionários, de uma casa de repouso do departamento de Loiret. “Os dois acompanhantes [que faleceram] não estavam vacinados”, explicou a ministra da Saúde. “Os idosos estavam protegidos, mas sabemos que, entre eles, a vacina é pouco eficaz, já que o sistema imunitário funciona mal em resposta à vacinação.” Agnès Buzyn lembrou, por fim, que havia, no passado, uma obrigação de vacinação para as equipes médicas e de enfermaria, mas que foi abolida. Ela disse que está fazendo um “esforço excepcional” para que uma campanha pró-vacina seja feita no país.

 


 

Fonte: Uol Notícias